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14.9.09
23.6.09
Poemario 2009
Não coincide o tempo com a vida
tão tarde o aprendemos
Fora dele vivida conhecemos
antes de nela entrarmos a saída
Num retrocesso intemporal vivemos
intemporal decerto é a nossa vida
Gastão Cruz
Vais-se gastando a idade e cresce o dano
Perde-se-me um remedio que inda tinha
Se por experiencia se adivinha,
Qualquer grande esperança é grande engano.
Luis de Camões
tão tarde o aprendemos
Fora dele vivida conhecemos
antes de nela entrarmos a saída
Num retrocesso intemporal vivemos
intemporal decerto é a nossa vida
Gastão Cruz
Vais-se gastando a idade e cresce o dano
Perde-se-me um remedio que inda tinha
Se por experiencia se adivinha,
Qualquer grande esperança é grande engano.
Luis de Camões
19.4.09
Madame Bovary
Mas ela, a sua vida era fria como um sotão com a lucarna voltada para o norte, e o tédio, qual aranha silenciosa, tecia-lhe à sombra a sua teia em todos os cantos do coração.
21.3.09
com o sol de Inverno nao tenho calor, por isso Xau
poemario assirio & alvim 2009 hoje diz Caeiro
"que triste não saber florir!
ter que por verso sobre verso,
como quem constroi um muro
e ver se esta bem
e tirar se não está!"
o ccb dizia Clarice Lispector
"Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém."
11.3.09
3.3.09
best of poesia de Fevereiro
Boca de roma perfeita
Quando a abres pra comer
Que feitiço é que me espreita
Quando ris só me ver?
Fernando Pessoa
BRASILEIRA
o vento não varria folhas
o vento não varria os frutos
o vento nao varria as flores...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas...
o vento não varria as luzes
o vento não varria as musicas
o vento nao varria os aromas...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, e canticos...
o vento não varria os sonhos
o vento não varria as amizades
o vento nao varria as mulheres...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De afectos e mulheres...
o vento não varria os meses
e não varria os teus sorrisos...
o vento nao varria tudo!
e a minha vida não ficava
cada vez mais cheia
de tudo.
Mario Cesariny
DEDICATÓRIA
Este livro é dedicado a essas vagas luzes que
anunciam a alegria
e às vezes são alguem, um anjo, o caos e no
meio do caos
o jovem doce tempo das tuas mãos.
És tu,
coração secreto à deriva pelos dias, o senhor do
meu canto.
Por ti cheguei e parto.
A minha casa é onde estás.
José Agostinho Baptista
Quando a abres pra comer
Que feitiço é que me espreita
Quando ris só me ver?
Fernando Pessoa
BRASILEIRA
o vento não varria folhas
o vento não varria os frutos
o vento nao varria as flores...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas...
o vento não varria as luzes
o vento não varria as musicas
o vento nao varria os aromas...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, e canticos...
o vento não varria os sonhos
o vento não varria as amizades
o vento nao varria as mulheres...
E a minha vida não ficava
Cada vez mais cheia
De afectos e mulheres...
o vento não varria os meses
e não varria os teus sorrisos...
o vento nao varria tudo!
e a minha vida não ficava
cada vez mais cheia
de tudo.
Mario Cesariny
DEDICATÓRIA
Este livro é dedicado a essas vagas luzes que
anunciam a alegria
e às vezes são alguem, um anjo, o caos e no
meio do caos
o jovem doce tempo das tuas mãos.
És tu,
coração secreto à deriva pelos dias, o senhor do
meu canto.
Por ti cheguei e parto.
A minha casa é onde estás.
José Agostinho Baptista
19.2.09
17.1.09
CRESO
Sentença de Sólon, o corvo sábio:
a felicidade inscreve-se no epitáfio.
O conto não tem prefácio. Muitas páginas
depois, em jejuns ou em prosápia,
as nalgadas da parteira e os alfinetes-de-ama
revelam a malícia que nos precipitou
no erro em que fomos prosperando; o grande
reino destruído não era persa, era lídio.
José Alberto Oliveira
"o que vai acontecer?"
a felicidade inscreve-se no epitáfio.
O conto não tem prefácio. Muitas páginas
depois, em jejuns ou em prosápia,
as nalgadas da parteira e os alfinetes-de-ama
revelam a malícia que nos precipitou
no erro em que fomos prosperando; o grande
reino destruído não era persa, era lídio.
José Alberto Oliveira
"o que vai acontecer?"
16.1.09
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