1.4.09

cada tiro cada melro




O primeiro tiro foi a escolha do cineminha( "a corte do norte"). Um filme com o bom que o João Botelho sempre nos habituou, a fotografia de luz desenhada à moda renascentista, os quadros todos eles equilibrados e bonitos que nos remetem para a pintura classica (Giuditta e Oloferne de Caravaggio e La morte de Marat de David ), algumas cenas carregadas de teatralidade e a sensibilidade de guardar na imagem a beleza da paisagem da Madeira que as novelas da TVI não nos mostra.
Mas não se aprende com os erros(O Fatalista) e o cinema não é literatura.A busca de uma mulher pela historia da sua familia enterranos em varias historias das varias mulheres que o espectador tem que colar, lacuna qual podia ser minimizada com a voz off que descreve o que vemos na imagem(reduzindo-a a ilustração) e é mais um exercicio lirico do filme, enfim um recurso mal usado (entre outros)!
A figuração é hilariante e enriquece o filme no seu lado humoristico, as condessas lá do sitio tinham dentes de meretrizes, as poucas frases são carregadas de entoação e o estar tenso e duro ate serve de cadeira para a moreirinha se aninhar.
E falando na Ana Moreira,às vezes tem sotaque outras vezes nem por isso e a coisa piora porque é a unica, e se cerrasse menos os maxilares talvez ajudasse.

"A Corte do Norte" não sofre as questões de adaptação, afastamento ao livro, preservação do espirito da narrativa e fidelidade, o filme é o livro não um filme adaptado do livro, como se refere a ele JLP "um objecto fora de si, ou “sobre-si”, cinema que quer ser outra coisa, um lugar que é mais do que estranho porque é impossível".

E em palco lá estão os "Hipócritas" com GLADIADORES no Institut Franco-Portugais de 2 de Abril a 2 de Maio, de quinta-feira a sábado pelas 22h.

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